Ao ver a corda fechando e o seminário crescendo a sua frente Bentinho começou a se desesperar. Porém, com a ajuda de José Dias estabeleceu sua estratégia: entraria para o seminário e lá ficaria pelo tempo necessário para se afirmar a falta de vocação. Numa conversa em casa, entre os familiares e o Padre Cabral, que lhe ministrava aulas de latim, este disse que depois de dois anos já teriam como saber se a vocação existia. Não que a conversa fosse direta e aberta, não foi. Com a ajuda de José Dias e seus comentários "inocentes" conseguiram extrair a declaração do padre. Assim ficava mais fácil abrir caminho na cabeça da mãe para um futuro abandono do seminário. Para acalmar mais ainda seu coração, houve também uma promessa entre ele e Capitu de que se casariam.
No seminário surge o seminarista Ezequiel de Souza Escobar, vindo de Curitiba e com familiares no Rio de Janeiro. Por ora, além de uma descrição física muito detalhada é so o que se diz. Mas pra quem já ouviu falar o mínimo deste livro, já se sabe que ele é o amigo que trai, ou não, sua confiança tendo, ou não, um filho com Capitu. Esse monte de "ou não" é só para confirmar, ou não (hahahahaha), o que ninguém sabe. Se Capitu traiu ou não.....
Bom, agora já cheguei a metade do livro e já começo a entender o porque de não ter gostado dele na minha juventude. O texto é muito diferente do que estamos acostumados, palavras que não se lêem mais em lugar nenhum e formas de escrita que podem confundir leitores jovens pela sua complexidade, fazem da leitura um fardo numa época em que a referência é o caderno de esportes do jornal.
A verdade é que o livro tem me prendido, comprei na sexta-feira passada e acho que até a próxima sexta acaba. Não é muito diferente da maioria dos livros que leio, normalmente duram uma ou no mais tardar duas semanas. Estou até achando interessante as confusões das palavras. Tem umas bem incomuns, olhá só:
- Protonotário - Ainda não consegui uma definição clara, mas sei que éum título religioso. No livro o padre Cabral recebe este título do Papa, Protonotário Cabral!!!
- Opúsculo - Do Aurélio, "Pequena obra escrita";
- Panegírico - Do Aurélio, "Elogio, louvor"; e
- Pândego - Do Aurélio, "1. Amigo de Pandegas, 2. Engraçado e alegre".
Por hoje é só. That's all folks!!!!!
2 comentários:
Essa linguagem difícil, como vc disse é bom e ruim. Mas acho que em todo livro vc acaba enrriquecendo seu vocabulário, até mesmo com Harry Potter. A questão é: qdo que hj vc vai usar a palavra Protonotário? Talvez pra chingar alguém....hehehehe
Já a palavra pândego me esclareceu o título da peça de humor que está no Teatro Unimed: Os Pândegos.
Acho que a gente nunca sabe quando vai usar ou vai ver essas palavras estranhas. Como diz o meu pai: saber nunca é demais. Mas esse uso demasiado de palavras esquisitas me tiram o ânimo de ler os clássicos até hj.
Rafael,
Também gostei do seu blog. "Protonotário" -- ou, mais propriamente, "protonotário apostólico" -- é o título dado aos membros da Cúria Romana (em geral, cardeais) responsáveis por receber e expedir as encíclicas papais.
Abraços!
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