sábado, 25 de outubro de 2008
Blackwater
Ele fala da Blackwater um empresa de "segurança particular", responsável pela segurança dos cívis americanos no Iraque. É isso ai, uma empresa americana que atua a partir de contratos com o governo americano em 9 países. Entre eles Iraque e Afeganistão. A empresa é hoje a maior instituição militar privada do mundo, composta por mercenários que não são cívis nem militares e que, nos paises onde atua, encontram-se acima das leis locais. Sempre protegidos pelas diretrizes "anti-terror" do governo americano.
O livro conta como a empresa cresceu vertiginosamente e hoje já possui mais de US$ 600.000.000,00 em contratos com o governo americano.
Depois falo mais pois ainda estou no início do livro.
Abraços.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Livro mais caro do mundo - 100.000 Euros
A notícia tá no Globo Online. Quem quiser ler, aqui vai o link.
Muito legal.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Rex Deus - Parte 1
Até ai nada demais . Principalmente se pensarmos que, se os senhores do templo tiveram filhos, muito provavelmente seus descendentes ainda estão por ai. A questão é que a história destas famílias envolve assuntos obscuros que me fascinam: cavaleiros templários, maçonaria, santo graal, o casamento de Jesus com Maria Madalena, etc.
O livro é sério e os argumentos são bem fortes. Aconselho a todos que gostem destes assuntos e que um dia já se questionaram sobre as origens do cristianismo e principalmente da Igreja Católica. Não sou contra a Igreja, muito pelo contrário, fui criado em familia católica mas sempre fui muito questionador. Já quis ser padre mas acabei optando por sair da igreja sem prazo para retorno. Hoje acho que não tenho religião, leio muitas coisas e critico todas as coisas que leio.
Daí achar o livro muito bom, a linha de pesquisa dos autores e a forma como a coisa é contada revela algumas respostas que podem satisfazer as mentes que não acreditam na história como a Igreja conta. Cabe ressaltar que o livro não ataca em momento nenhum a figura de Jesus, apenas dá uma nova versão para uma história que é muito mal contada.
Não sei se volto a escrever sobre o REX DEUS, mas sem dúvida volto a ler... pela terceira vez.
Abraços.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
1968: O Ano que não terminou
Resolvi falar de 1968: O Ano que não terminou, de Zuenir Ventura. O livro é do cacete!!! Uma aula de história das boas. Começa no reveillon de 1967/1968 e termina no reveillon seguinte, e trata dos principais acontecimentos e enfrentamentos entre movimentos culturais e estudantis contra a ditadura. É o tipo de livro que acho que deveria ser usado quando estamos no segundo grau. Por que não discutir os temas das aulas de literatura em cima de um livro que narra tão bem um período obscuro da história do Brasil? Recomendo a todos.
Neste livro, a parte que mais me marcou é a que trata da morte, enterro e a missa de sétimo dia do estudante Édson Luis Lima Souto.
Tudo começou durante um enfrentamento comum entre os estudantes e a PM, que naquela época era realmente uma Polícia Militar. Aconteceu no antigo restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, que nada mais era do que um "bandejão" estudantil. Como ocorria todos os dias, os estudantes preparavam-se para mais uma manifestação quando a PM chegou, pois acreditava que naquele dia os estudantes iriam apadrejar a embaixada americana. Durante o enfrentamento tiros foram dados e um tiro acertou o peito do estudante, matando-o na hora.
Logo depois de baleado, o estudante foi levado à Santa Casa de Misericórdia para evitar que a polícia sequestrasse o corpo (ainda hoje, se não existe corpo, não existe assassinato). Ao se comprovar a morte do rapaz, os estudantes ergueram o cadáver e seguiram até a Assembléia Estadual usando-o como aríete. Aqui cabe a transcrição do que foi dito por Elinor Brito, Presidente da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço - FUEC:
- Eles queriam tomar o corpo da gente e impedir a entrada na assembléia. A gente disse: "Tá morto, a gente bate com a cabeça do Édson na barriga dos policiais e eles vão recuando." E eles foram dando pra trás.
Ao entrarem na Assembléia, a sessão que ocorria foi interrompida e os 55 deputados foram para o saguão da casa. Ao lá chegarem o então deputado Jamil Haddad, que era médico, tomou a frente da situação e comprovou a morte do estudante. Tentou-se então levar o corpo para o IML mas os estudantes negaram dizendo que se levassem o corpo não trariam de volta. Com base no argumento de que o ex-presidente Getúlio Vargas foi autopsiado fora do IML, o estudante foi autopsiado na Assembléia Legislativa e de lá, como queriam os estudantes, seguiu na tarde do dia seguinte para o cemitério São João Batista, em Botafogo.
A narrativa do cortejo funebre e do enterro são de arrepiar. A medida que ia anoitecendo, faltou luz nos bairros por onde o cortejo passou (aproximadamente seis quilômetros). A população então, começou a descer dos prédios e oferecer aos estudantes velas e lanternas. Milhares de pessoas acompanharam o cortejo junto a artistas e toda a imprensa do Rio. Os jornais do dia seguinte diziam que foi a maior homenagem póstuma desde Getúlio Vargas. Esta morte é tratada no livro como o divisor de águas num processo que culminou com a passeata dos cem mil, três meses depois.Pra se ter uma idéia, o livro coloca que nos círculos políticos e militares já se dava como certa, por conta das consequencias da morte do estudante, a publicação de um novo ato institucional muito mais duro que os anteriores. Surgia neste momento o rascunho do AI-5, como Zuenir Ventura diz, "O golpe dentro do golpe".
Na véspera da missa de sétimo dia do estudante, uma chuva de comunicados surgia no Rio. Os militares diziam que os "inimigos da pátria" planejavam para depois da missa novas operações com o intuito de criar novos mártires e que por conta disso a população do Rio deveria proibir seus filhos de ir as ruas. Os estudantes por sua vez, através de FUEC, UNE, UME e outras uniões estudantis, lembravam a bravura do povo vietnamita que ia vencendo a luta contra os americanos. O clima era pesado.
Durante a missa na Candelária, o exército cercou a igreja, que era lotada por mais de seicentas pessoas, e como o autor coloca "...muitos enxugavam os olhos com lenços. " E quando você pensa: Comoção!, ele completa: "Imperceptíveis nuvens de gás lacrimogêneo haviam penetrado pelas frestas das portas e janelas durante a cerimônia". As Igreja da Candelária estava cercada pela Cavalaria do Exército, Fuzileiros Navais e pelo pessoal do DOPS, num contingente que somava cerca de dois mil soldados, além de quatro aviões da FAB, que sobrevoavam o local. Não tinha jeito, ia dar merda....
Por iniciativa dos padres que realizaram a missa, e com o intuito de evitar um massacre, uma procissão foi organizada. Cercados pelos cerca de quinze padres, o povo começou a sair da igreja em direção à Av. Rio Branco. No momento em que a procissão chegou ao cruzamento da Av. Presidente Vargas com Av. Rio Braco, deu de cara com a cavalaria e ouviu então a ordem de seu comandante: "Desembainhar !" (pra quem não sabe, a cavalaria da PM usava sabres como arma de controle de multidões e ainda hoje usa em datas especiais).
Pensei em parar por aqui pra tentar forçar os que leêm este post a ler o livro, mas isso é sacanagem..... Bom, ao dar de cara com a cavalaria, os padres ergueram os braços e disseram aos PMs que aquilo não era uma passeata. Daí, veio então a ordem do comandante de dispersar, mas com a condição de que as pessoas seguissem pelas calçadas e não pelas ruas, o que acabou acontecendo. É claro que houveram alguns casos de cavaleiros deitando o sarrafo nas pessoas que voltavam pra casa em outros pontos do centro, mas pelo menos alí, o pior não aconteceu.
Esta parte do livro é escrita em dois ou três capítulos, o livro todo é fantástico. Gosto muito deste trecho pela emoção que carrega. Fica aqui a dica, 1968: O Ano que não terminou é uma aula de história brasileira das melhores que se pode ter.
Pra quem quiser ler mais sobre a morte do estudante, clique aqui.
Abraços.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Beijo no Asfalto
O livro que li é a versão graphic novel da Editora Nova Fronteira. Gosto muito desse conceito. Pra quem não conheçe, o termo "Graphic Novel" foi criado por Will Eisner com o intuito de trazer maior seriedade aos quadrinhos dirigidos ao público adulto. A idéia era contrastar com o termo "Comic Book" que dava uma conotação comica às histórias em quadrinhos. Bom, o termo se popularizou e agora, se é quadrinhos e não é voltado para o público adolescente/jovem virou Graphic Novel.
O livro, inicialmente lançado em 1961, conta a história de um cara casado que ao ver um homem ser atropelado e morrer, beija a boca do defunto. O fato então é utilizado por um jornalista e um delegado para vender jornal e dar fama ao policial. Mais uma vez Nelson Rodrigues destila seu veneno, trazendo a tona o que há de mais podre na nossa sociedade. Quando digo podre, não me refiro ao beijo, mas ao resto da história. A história é bem legal.
Nunca tinha lido nada do autor, já vi no teatro "A Serpente" e "Toda nudez será castigada". Como o que li não é um livro "normal", continuo considerando que não li nada. Minha noiva tem "Histórias da vida como ela é: Elas gostam de apanhar". Acho que vou ler pra tentar entender um pouco mais desse tarado tão amado pelos críticos.
Pelo pouco que li e vi, não acho que seja um "anjo pornográfico" como dizem. Tá mais para capeta disfarçado....
Abraços.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Protonotário
Aliás, duplamente feliz, além do acesso trouxe a resposta para o significado dessa palavra. Lá vai:
- "Protonotário" -- ou, mais propriamente, "protonotário apostólico" -- é o título dado aos membros da Cúria Romana (em geral, cardeais) responsáveis por receber e expedir as encíclicas papais.
Dom Casmurro - Parte 3 - Final
Gostei. Realmente o livro é muito bom, só tem um problema, passa tempo demais contando a história do Casmurro até a saída do seminário e a parte em que narra o casamento e a separação de Capitu fica muito corrida. Pra se ter uma idéia, na versão que li (editada pela L&PM Pocket) o livro tem ao todo 228 páginas. A saída do seminário se dá na página 165, Bentinho então com 17 anos. O resto do livro, que é parte mais esperada e mais falada ficou em 63 páginas. Mas uma coisa seja dita, essa compactação, do que eu vou chamar de segunda fase do livro, dá um ritmo alucinante ao final. Realmente fica difícil parar de ler.
Como não quero estragar o pouco suspense de um livro que hoje praticamente já é conhecido por todos (inclusive por quem ainda não o leu) não vou contar aqui nenhum detalhe. Se você ainda não leu, leia. Se vai fazer prova sobre o livro, leia também seu vagabundo!!! Vou me ater ao já discutido e ouvido por todos...
Alguns pontos me levam a crer que Capitu traiu Bentinho. Seguem os pontos:
- Capitu sempre se mostrou uma menina questionadora, desde a infância sempre teve resposta pra tudo, até mesmo para os mais velhos. O que em 1857 devia ser muito raro. Daí suponho que ela não seria o tipo de mulher que levaria desaforo pra casa;
- Quando Bentinho se convençe de que Ezequiel (o menino que supunha ser seu filho) é filho de Escobar, e acaba por dizer isso ao menino ainda pequeno, Capitu não nega claramente. Apenas se diz ultrajada e concorda que a separação é fato consumado;
- Quando o Ezequiel volta ao Brasil depois que a mãe morre na Europa, Bentinho diz que é exatamente igual a Escobar nos tempos de seminário. Características físicas, voz, tudo remete a Escobar;
- A alusão à Otelo é clara no livro (mais clara até do que supunha). Quando "descobre" que foi traído, Bentinho vai ao teatro ver.... Otelo! E neste, não existe dúvida, Desdemona não traiu Otelo. Otelo foi na verdade levado a crer nisto por Iago. Em Dom Casmurro, a figura de Iago é incorporada por José Dias, apesar de bem menos do que eu pensava. Existe uma referência clara no capitulo chamado "Uma Ponta de Iago" em que José Dias fala mau de Capitu para Bentinho. Mas esse é um dos poucos momentos em que José Dias demonstra ser uma pessoa traiçoeira. Acho até que o termo idéial é fofoqueiro, traiçoeiro seria muito forte;
- Considerando a época do livro, a falta de rebeldia de Capitu pode ser interpretada como sinal de subserviência ao marido, normal. Se fosse traidora talvez tivesse se comportado de outro modo. Cabe ressaltar que o livro é contado em primeira pessoa, portanto, o texto é a impressão de Bentinho;
- Em vários momentos do livro Bentinho fala de sua memória fraca e o livro é escrito na sua velhiçe. Daí, pode-se acreditar que o livro é composto das fracas lembranças, retalhos do que se passou;
- Um último ponto e talvez o mais importante é que, justamente por ser narrado em primeira pessoa, Bentinho tem todas as ferramentas para levar o leitor a crer na sua versão dos fatos e assim justificar seus atos. Esquecendo de aspectos que inocentariam Capitu e lembrando mais daquilo que o feriu e atormentou;
Acho que até que falei de alguns pontos importantes facilitando a vida daqueles que não querem ler o livro, mas tudo bem, não pretendo consertar o mundo. Principalmente consertar os imundos...
Abraços e até a próxima.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Dom Casmurro - Parte 2
Ao ver a corda fechando e o seminário crescendo a sua frente Bentinho começou a se desesperar. Porém, com a ajuda de José Dias estabeleceu sua estratégia: entraria para o seminário e lá ficaria pelo tempo necessário para se afirmar a falta de vocação. Numa conversa em casa, entre os familiares e o Padre Cabral, que lhe ministrava aulas de latim, este disse que depois de dois anos já teriam como saber se a vocação existia. Não que a conversa fosse direta e aberta, não foi. Com a ajuda de José Dias e seus comentários "inocentes" conseguiram extrair a declaração do padre. Assim ficava mais fácil abrir caminho na cabeça da mãe para um futuro abandono do seminário. Para acalmar mais ainda seu coração, houve também uma promessa entre ele e Capitu de que se casariam.
No seminário surge o seminarista Ezequiel de Souza Escobar, vindo de Curitiba e com familiares no Rio de Janeiro. Por ora, além de uma descrição física muito detalhada é so o que se diz. Mas pra quem já ouviu falar o mínimo deste livro, já se sabe que ele é o amigo que trai, ou não, sua confiança tendo, ou não, um filho com Capitu. Esse monte de "ou não" é só para confirmar, ou não (hahahahaha), o que ninguém sabe. Se Capitu traiu ou não.....
Bom, agora já cheguei a metade do livro e já começo a entender o porque de não ter gostado dele na minha juventude. O texto é muito diferente do que estamos acostumados, palavras que não se lêem mais em lugar nenhum e formas de escrita que podem confundir leitores jovens pela sua complexidade, fazem da leitura um fardo numa época em que a referência é o caderno de esportes do jornal.
A verdade é que o livro tem me prendido, comprei na sexta-feira passada e acho que até a próxima sexta acaba. Não é muito diferente da maioria dos livros que leio, normalmente duram uma ou no mais tardar duas semanas. Estou até achando interessante as confusões das palavras. Tem umas bem incomuns, olhá só:
- Protonotário - Ainda não consegui uma definição clara, mas sei que éum título religioso. No livro o padre Cabral recebe este título do Papa, Protonotário Cabral!!!
- Opúsculo - Do Aurélio, "Pequena obra escrita";
- Panegírico - Do Aurélio, "Elogio, louvor"; e
- Pândego - Do Aurélio, "1. Amigo de Pandegas, 2. Engraçado e alegre".
Por hoje é só. That's all folks!!!!!
domingo, 24 de agosto de 2008
Dom Casmurro - Parte 1
Entrando então na história, Bentinho nos primeiros capítulos prossegue descrevendo um a um, os personagens que serão tratados na história:
- José Dias - O agregado. Bentinho, ao citar seu surgimento na família, já começa mostrando que José Dias se fez passar por médico homeopata e depois ao ser chamado a praticar a sua "profissão", contou a verdade. Safado porque mentiu ou bom homem porque não levou a mentira adiante e reconheçeu o erro? Diz também que era muito ligado à família "... a nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo."
- Tio Cosme - Como o título já diz, tio de Bentinho. Além disso, diz que ele era advogado e que moravam na mesma casa (que era do Pai de Bentinho, ex-deputado e já falecido);
- Dona Glória - Mãe de Bentinho, viúva conservada. Mais tarde, em outro capítulo, diz que não usava mais as roupas alegres nem as jóias, além de ser muito devota.
- Prima Justina - Não a descreve mas a cita, outra viúva, que também mora com eles. Muito ligada a mãe de Bentinho já que quando este pede a Justina que interceda à sua mãe para livrá-lo do seminário ela não se mostra disposta;
- Capitu - A menina da história, que virá a ser casada com Bentinho. Mora na casa ao lado e desde a infância ligada a sua família;
- Sr. Pádua - Pai de Capitu, vizinho e funcionário público. Mais a frente existe uma parte onde Bentinho diz que José Dias não gosta do Pádua, mas também diz que sua mãe gosta muito da família vizinha;
No ínicio da história, Bentinho diz que é o segundo filho da família, o primeiro morreu no parto e por conta disso, sua mãe fez a promessa de que se o segundo filho vingasse, esse seria padre. Tá feita a merda, o coitado nem nasceu e já tem a vida decidida pela mãe... aqui eu me pergunto, porque não jurou com coisas da vida dela... mania feia que as pessoas tem de prometer às custas dos outros...
Voltando... começa também a falar de sua relação com Capitu e do ínicio do caso dos dois, que até aqui é escondido de todos. Mesmo antes do primeiro beijo dos dois, eles já tramavam uma forma de melar sua ida ao seminário e pra isso, após pedir ajuda à prima Justina que lhe foi negada, acaba por pedir a ajuda de quem??? José Dias. Bentinho pede a ele que ínterceda junto a sua mãe para que ao invés de ser padre, que seja mandado para São Paulo, para estudar leis. Devia ter pedido ao tio que era advogado e com certeza ia dar mais força. Bom, José Dias diz que vai falar mas que o assunto tem que ser colocado aos poucos, a fim de se convencer a mãe sem que ela perceba que está sendo convencida.
Não sei ao certo se vai funcionar, mas se não me engano ele acaba indo para o seminário e depois sai para estudar leis... mais pra frente eu continuo.
Abraços.
sábado, 23 de agosto de 2008
Dom Casmurro - Introdução
Na época de escola, não temos ainda maturidade para entender as questões que os clássicos colocam, além destes não terem sido escritos para essa faixa etária. Acho que faria mais sentido enfiar Harry Potter e outros pela goela dos jovens com o intuito de fazer com eles gostem de ler e futuramente demonstrem interesse pelos clássicos do que ficar forçando a barra. Se na minha época de escola (tenho 28 anos) nós já não líamos corretamente (na maioria das vezes só davamos uma olhada pra poder fazer as provas) imagina hoje com a intenet e a facilidade de se achar uma resenha de um livro. E aí, reside mais um problema, a internet está cheia de lixo e ninguém garante que a resenha tenha sido bem escrita.
Bom, tudo começou este mês quando, ao zapear pela TVA me deparei com o programa Saia Justa, da GNT, sobre o livro. No programa, as participantes (Mônica Waldvogel, Betty Lago, Maitê Proença e Márcia Tiburi) combinaram de reler o livro e então fez-se a discussão. Procurei no Youtube o programa pra postar aqui mas não achei (se alguém achar por favor me mande o link). No programa a jornalista Monica Waldvogel faz um paralelo muito legal sobre o livro e Otelo, de Shakespeare, do qual eu nunca tinha ouvido e que me pareceu muito interessante. Pra se ter uma idéia, alguns críticos utilizam as semelhanças entre os dois para dar embasamento à conclusão de que Capitu não traiu. Parece pouco mas é muita coisa, principalmente porque esse é o grande questionamento ao final do livro: Capitu traiu ou não traiu Bentinho?
Esse vai ser o meu principal objetivo ao ler o livro, entender o caso e poder dar a minha opinião, mas isso é papo para um post futuro...
P.S: Clique aqui para ler um artigo da pesquisadora Maria Isaura Rogrigues Pinto sobre a relação Dom Casmurro X Otelo.
Abraços.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Porque?
Minha idéia com esse blog é escrever alguns comentários e pequenos textos sobre os livros que estou lendo e sobre os que já li. Não sou crítico literário e não tenho a pretenção de ser, porém, como qualquer ser humano bem alfabetizado acredito que posso descrever aos outros as histórias que li e as sensações que tive. Se você é crítico literário ou metido a isso, vaza... aqui não é o seu lugar.
Quem, raios, é George Whitman? Elé é um velhinho que durante mais de 50 anos esteve a frente da livraria parisiense Shakespeare and Company, não o conheci pessoalmente, mas passei a me considerar íntimo depois de ler o livro "Um Livro por Dia" de Jeremy Mercer, um canadense que morou por um tempo na livraria e contou algumas de suas histórias. Depois falo mais desse livro que considero o melhor que já li, justamente por conta desse senhor e da alma de sua livraria.
Quem sou eu? Sinceramente acho que isso não importa, mas posso dizer que sou formado em Relações Internacionais, trabalho com Comércio Exterior e pretendo ter um dia uma livraria nos moldes da Shakespear and Company. Nos próximos posts falo mais de mim.
Abraços.